Trazemos ao leitor um artigo de Titus Burckhardt sobre a ideia de “cavalgar o tigre” enunciada num livro de Julius Évola com esse preciso título. Ele começa assim:
“Em seu livro intitulado Cavalcare la Tigre, Julius Évola quer mostrar como o homem ‘naturalmente tradicional’, isto é, consciente de uma realidade interior que supera o plano das experiências individuais, pode não somente sobreviver na ambiência antitradicional do mundo moderno, mas ainda usá-lo para seus próprios fins espirituais, conforme a conhecida metáfora chinesa do homem que cavalga o tigre: se ele não se deixar derrubar da sela, acabará por vencer a resistência.
“O tigre, no sentido que Évola tem em vista, é a força subversiva e destrutiva que entra em jogo no final de todo ciclo cósmico. Em face dela, diz o autor, seria vão manter as formas e a estrutura de uma civilização que já acabou; a única coisa que se pode fazer é levar a negação além de seu ponto morto e fazê-la chegar, por uma transposição consciente, não ao nada, mas a ‘um novo espaço livre, que será talvez a premissa de uma nova ação formadora’.”
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