por Frithjof Schuon
No começo deste século, praticamente ninguém sabia que o mundo está doente –
autores como Guénon e Coomaraswamy pregavam no deserto –, ao passo que hoje em dia
quase todos o sabem; mas estamos longe de todos conhecerem as raízes do mal e poderem
discernir os remédios. Em nossa época, ouvimos frequentemente que, para combater o
materialismo, a tecnocracia e a pseudo-espiritualidade, o que se impõe é uma nova
ideologia, capaz de resistir a todas as seduções e a todos os ataques e de galvanizar as
boas-vontades; ora, a necessidade de uma ideologia, ou o desejo de opor uma ideologia a
outra, já é uma admissão de fraqueza, e toda iniciativa que resulte deste preconceito é
falaciosa e fadada ao fracasso. O que é preciso fazer é opor às falsas ideologias a verdade
que sempre existiu e que nós não poderíamos nunca inventar, dado que ela existe fora de
nós e acima de nós. O mundo atual é obcecado pela ideia preconcebida do dinamismo, como
se este fosse um “imperativo categórico” e uma panaceia, e como se o dinamismo tivesse
um significado e uma eficácia fora da verdade pura e simples. (…)
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