Do Divino ao Humano

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Sinopse

Neste livro, que forma uma espécie de suma metafísica e espiritual, Frithjof Schuon convida-nos a uma redescoberta da natureza mais profunda das coisas e, por isso mesmo, do que somos. Ele nos conduz, a partir de uma primeira experiência, o milagre da consciência, a dar um fundamento à primazia do Espírito – pois o mais da inteligência não pode sair do menos da matéria. Essa “fulgurante evidência”, provando a conformidade da inteligência humana a seu Objeto absoluto, permite explorar os mistérios do Mundo divino, para a seguir esclarecer os principais aspectos do mundo humano, em razão da unidade de tudo o que existe.

Esse luminoso percurso do Divino ao humano deve permitir dissipar as dificuldades e problemas que o homem moderno pode experimentar quando em contato com o exclusivismo necessário das formas reveladas e da margem humana que as obscurece.

Assim, é aberta a Via para um caminho pessoal, pois pode-se concluir com o autor: “Acreditar em Deus é voltar a ser o que somos; é voltar a sê-lo na medida mesma em que acreditamos, e em que o crer se torna ser.”

Detalhes do livro

Do Divino ao Humano: Panorama de Metafísica e de Epistemologia
de Frithjof Schuon
ISBN-13: 978-6584253063
Número de páginas: 190
Dimensões: 14 cm x 21 cm
Data da publicação: 26 de agosto de 2026

Disponível para leitura

Preâmbulo

Não tínhamos a intenção de escrever um prefácio para este novo livro, mas disseram-nos que os leitores não habituados a nosso pensamento sem dúvida desejariam conhecer logo de entrada a doutrina subjacente que une temas à primeira vista disparatados. Ora, essa doutrina, eles a encontrarão neste livro mesmo; encontrá-la-ão também, sob sua forma mais explícita possível, em algumas de nossas obras precedentes, mormente em Lógica e Transcendência, Forma e Substância nas Religiões e O Esoterismo como Princípio e como Via. Não acreditamos, aliás, que este livro seja menos acessível do que a média das obras de filosofia profana; pelo contrário, parece-nos que nossa forma de nos exprimirmos, mesmo se às vezes é condensada, como se diz, tende a um máximo de clareza e até de simplicidade; se subsistem dificuldades, elas estão no tema e, por conseguinte, na natureza das coisas.

De resto, nossa posição é bem conhecida: ela é fundamentalmente a metafísica, e esta é por definição universalista, “dogmatista” no sentido filosófico do termo, e tradicionalista; universalista porque livre de todo formalismo confessional; “dogmatista” porque distante de todo relativismo subjetivista — acreditamos que o conhecimento existe e que ele é uma adequação real e eficaz —, e tradicionalista porque as tradições estão aí para expressar, de diversas maneiras mas unanimemente, essa posição quintessencial — ao mesmo tempo intelectual e espiritual — que, em última análise, constitui a razão de ser do espírito humano.

Tábua de matérias

Primeira parte: Subjetividade e Conhecimento

Consequências que decorrem do mistério da subjetividade
Aspectos do fenômeno teofânico da consciência
Transcendência não é contrassenso

Segunda parte: Ordem Divina e Universal

O jogo das hipóstases
O problema da possibilidade
Estrutura e universalidade das condições da existência

Terceira parte: Mundo Humano

Esboço de uma antropologia espiritual
A mensagem do corpo humano
O senso do sagrado
Recusar ou aceitar a Revelação